D.C.L - Deficit Cognitivo Ligeiro

 

Défice Cognitivo Ligeiro

 

A deterioração ligeira da memória e de outras funções cognitivas (pensamento) é, desde há muito tempo, aceite como uma parte normal do envelhecimento. Recentemente tem havido um crescente reconhecimento de que algumas pessoas experienciam um nível de comprometimento cognitivo maior do que aquele geralmente provocado pelo envelhecimento, mas sem outros sinais de demência associados. Esta situação é denominada - Défice Cognitivo Ligeiro (DCL).

 

O que é o Défice Cognitivo Ligeiro ?

 

O Défice Cognitivo Ligeiro é uma condição médica geralmente definida como a perda das capacidades cognitivas (as funções de pensamento do cérebro) numa proporção maior do que é esperado para a idade da pessoa. Esta perda não interfere significativamente com a vida diária e não é grave o suficiente para justificar um diagnóstico de Demência. As pessoas com DCL têm mais problemas de memória ou de pensamento do que seria esperado para a sua idade e manifestam algum declínio nas suas capacidades cognitivas. As pessoas com DCL, apesar de poderem ter uma dificuldade crescente nas atividades diárias, geralmente são capazes de funcionar de forma independente.

 

Os tipos de dificuldades vivenciadas por alguém com DCL variam de pessoa para pessoa. O DCL pode envolver problemas com a memória, linguagem, atenção, processamento de informações visuais e espaciais, funções do pensamento complexo ou problemas que resultem da combinação destas áreas. No DCL estes problemas são menos graves do que aqueles vividos por pessoas com Demência.

 

O termo “ligeiro” é utilizado no DCL por comparação ao comprometimento cognitivo mais grave da Demência. Isto não significa que a pessoa com DCL experimente apenas problemas ligeiros. Na verdade, os seus sintomas podem ser muito preocupantes para si próprio e/ou para a sua família.

 

Os seguintes critérios são utilizados pelos médicos para determinar se uma pessoa tem DCL:

Relato de problemas cognitivos, de preferência confirmados por outra pessoa;

Função cognitiva anormal, avaliada com instrumentos padronizados;

Evidência de declínio de uma ou mais capacidades cognitivas;

Capacidade essencialmente normal para realizar as atividades diárias;

Ausência de Demência.

 

Por vezes pode ser complicado determinar se uma pessoa tem DCL. O comprometimento cognitivo pode ter muitas causas, tornando o DCL num termo amplo que pode incluir um grande número de doenças ou lesões subjacentes. O prognóstico para um indivíduo depende muito da causa subjacente ao DCL.

 

Como tal, existe alguma controvérsia sobre a utilidade da categoria clínica de DCL. Alguns especialistas sugerem que deveria ser retirado dos manuais de diagnóstico. No entanto, uma investigação realizada por médicos australianos descobriu que a maioria dos clínicos diagnosticava DCL, pelo que sentiram que era importante distingui-lo da Demência e do envelhecimento normal. Atualmente estão a ser desenvolvidos grandes esforços na investigação para uma melhor compreensão do DCL.

 

 o DCL não progride e mantém uma função cognitiva estável ou denota uma melhoria desta quando são avaliados novamente.

 

Vários estudos demonstram resultados diferentes nas suas estimativas de quantas pessoas com DCL progridem para a Demência, mas normalmente é relatado que cerca de 10% a 15% das pessoas com DCL progridem, por ano, para a Demência. Na população em geral, apenas cerca de 1% a 2% das pessoas idosas evoluem, por ano, para a Demência. Deste modo, ter DCL aumenta consideravelmente a probabilidade de desenvolver subsequentemente Demência.

 

 

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